Após a pandemia do COVID-19, o ensino digital se tornou uma pauta mais forte, e um assunto que era apenas debatido, se tornou uma solução moderna e interessante para diversificar o ensino, promover o protagonismo dos alunos e permitir interações dentro e fora de sala com diferentes tipos de ensino híbrido (também chamado de blended learning).
É importante lembrar também que a BNCC valida o ensino digital como competência geral nos eixos: pensamento computacional, mundo digital e cultura digital.
O ensino híbrido une as práticas do ensino tradicional com o ensino online. Ou seja, é uma metodologia que preza pela interação física dos alunos em sala de aula, mas sem perder elementos tecnológicos e virtuais.
Neste artigo, vamos explorar 3 tipos de ensino híbrido e como eles podem ser aplicados em sala de aula. Veja qual deles é o melhor para a sua escola.
A sala de aula invertida é um dos tipos de ensino híbrido mais comuns e, conforme o nome, se baseia na inversão da ordem das atividades. Dessa forma, antes da aula o aluno vai internalizar o conteúdo e durante a aula vai discutir com os colegas, pesquisar e tirar dúvidas.
Esse tipo de ensino tem foco no aluno e em sua autonomia, além de permitir que o contato com a matéria antes da aula seja feito por meios digitais, através de aplicativos, sites, podcasts, jogos ou videoaulas.
Como a sala de aula invertida ajuda?
Promovendo uma sequência que mescla elementos digitais para a pesquisa e absorção do conteúdo com a interação humana e debate sobre o tema, incentivando habilidades sociais.
Rotação por estações
A rotação por estações é uma metodologia do ensino híbrido que está bastante próxima do ensino tradicional por conta da interação pessoalmente em sala. Funciona assim: constrói-se um circuito dentro da sala de aula e os alunos se organizam em grupos de acordo com os assuntos e objetivo pedagógico do professor.
- Mas o que são as “estações”?
As estações são vários grupos com atividades diferentes em relação ao tema da aula, e em pelo menos uma delas, é preciso incluir tecnologia. Cada grupo de alunos deve passar por todas as estações e participar de exercícios on e off-line.
Assim, os alunos têm uma experiência rica, com diferentes abordagens que envolvem trabalho colaborativo e tecnologia.
Laboratório rotacional
Essa modalidade funciona de forma parecida com a aprendizagem em estações, mas ao invés de diversos grupos de alunos, a turma é dividida em dois grupos.
Cada grupo trabalha em um ambiente durante a aula, simultaneamente: um online e um offline. Os alunos vão circular por estes locais, explorando o conteúdo e interagindo de diferentes formas.
No online, podem-se trabalhar vídeos, jogos (gamificação), apresentações, podcasts, e outras atividades que permitam interação. Enquanto no offline, os alunos têm autonomia para conversar e debater e também podem participar ativamente de jogos e dinâmicas, além do contato com o professor.
É importante lembrar que, embora o assunto geral e o objetivo pedagógico cubram o mesmo assunto, as atividades dos alunos no online e no offline devem ser diferentes.
Por que investir nos tipos de ensino híbrido?
O ensino híbrido apresenta várias opções para que o professor escolha e trabalhe com os alunos. Assim, não é preciso se prender aos modelos estritamente tradicionais de sala e promove-se a interação e o engajamento.
Uma escola que investe em ensino híbrido se coloca à frente como uma escola aberta a novas tecnologias e disposta a buscar soluções personalizadas para o ensino.
Através dos tipos de ensino híbrido, é possível promover mais autonomia e aprimorar o aprendizado com ferramentas digitais, ao mesmo tempo em que não se perde o fator de interação humana e desenvolvimento social dos alunos.
Além disso, o ensino híbrido tem vantagens operacionais para a gestão escolar também, já que, embora o gasto inicial com ferramentas e implementação seja necessário, elas tendem a durar por bastante tempo e contar com atualizações e infinitas possibilidades de uso.
Ferramentas que ajudam a implementar os tipos de ensino híbrido
As ferramentas digitais são aliadas na hora de fazer o planejamento pedagógico das aulas híbridas. Estas são algumas que sua escola pode usar:
- Lousa digital: permite acessar a internet, clicar, desenhar, fazer e apresentar gráficos, destacar conteúdos e é excelente na gravação de videoaulas. Também serve como uma ferramenta de apoio essencial para o professor, que tem mais liberdade de movimento.
- Google Classroom: boa ferramenta para as etapas online das aulas híbridas, permite separar os alunos em grupos e salas, apresentar uma lousa em tempo real e agilizar o compartilhamento de arquivos entre professores e alunos.
- Kahoot: site e aplicativo que permite criar jogos de quiz diversos com os temas trabalhados em aula ou usar jogos já existentes feitos por outros docentes. Promove uma aula dinâmica e pode ser utilizado no final das aulas como forma de avaliação da aprendizagem.
- Realidade aumentada: Permite acessar jogos, animações e quizzes do material didático pelo celular, tablet ou computador, de forma que complementa o conteúdo visto em sala. Além disso, pode contar com projeções gráficas digitais que contribuem com o entendimento.
Quais os desafios do ensino híbrido?
Todos os tipos de ensino híbrido tem desafios, especialmente quando se trata da preparação do corpo docente para implementar e usar as ferramentas. Assim, é preciso fazer uma programação de treinamento e formação para os professores, pensando em garantir maior qualidade na aplicação das atividades.
Além disso, há desafios relacionados à infraestrutura, por exemplo, a escola precisa fornecer uma boa conexão com a internet. Além disso, deve estar preparada com alternativas para casos de falta de conexão. O mesmo problema pode atingir os alunos, então é importante levar esse contexto em consideração também na hora de propor atividades que não dependem do Wi-Fi da escola.
Por ser um processo mais flexível, também é necessário entender que há um tempo de adaptabilidade dos alunos quanto ao híbrido, então o suporte a eles é imprescindível.
O papel do gestor escolar na implementação dos tipos de ensino híbrido
O gestor escolar deve ficar atento às novidades tecnológicas do mundo da educação, bem como entender quais tipos de ensino híbrido fazem sentido para sua instituição. É preciso conhecer o perfil dos alunos, pais e professores e fazer um planejamento prévio antes de escolher suas ferramentas e começar a implementar.
Além disso, também é papel do gestor fazer acompanhamento constante do corpo docente e estar disposto a conversar com as famílias e apresentar os benefícios dessas soluções. Dessa forma, promove-se um ambiente mais interativo e uma comunidade escolar mais forte.
Como saber mais?
O SAE Digital é um sistema de ensino que desenvolve materiais didáticos que colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem. Com pilares de hiperatualização e avaliação formativa, estamos sempre prontos para ajudar a encontrar as melhores soluções para a sua escola.
O SAE Digital é referência no ensino híbrido e todas as soluções digitais são integradas ao material impresso, proporcionando um ambiente dinâmico e interativo.



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